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| ..Descoberta da Ilha Grande |
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Quando se fala de Ilha Grande, não é o suficiente dizer que seu nome
vem do Tupi-Guarani Ipaim Guaçu que significa Grande Ilha. A história dessa Ilha é muito mais ampla do
que imaginamos e atinge também a época de hoje com fatos marcantes.
Sua descoberta foi em 1502 pelo navegador português André Gonçalves, que partiu do Rio de Janeiro afim
de explorar os mares do Sul. Ao chegar na baía da Ilha Grande - próximo onde é hoje a restinga da
Marambaia, achou que estava entrando em uma imensa enseada. A idéia de uma imensa enseada foi desfeita
quando a nau de André Gonçalves, deu de encontro novamente com o mar aberto descobrindo assim, a Ilha
Grande.
A partir daí as cartas náuticas da época, começara a listá-la como "Ilha Grande", mantendo
assim, seu nome originário dos índios Goianazes que a chamavam de "Ipaim Guacú" que significa
Grande Ilha. |
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| ..Piratas na Ilha |
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Ao passar dos anos, Ilha Grande já entrava de vez nas transações
entre Brasil e Europa, seja na pirataria ou na leva de mercadorias valiosas trazidas de Minas Gerais rumo
à Portugal.
No século XVIII foi usada na exploração das riquezas econômicas da época como a cana de acúcar,
café e pau-brasil.
Entre 1700 e 1770 sua localização estratégica serviu para esconderijo de piratas europeus que aportavam
nas muitas enseadas do lado externo da Ilha, afim de levar consigo as riquezas do interior de Minas
Gerais.
Eram extraídos: ouro, prata e pedras preciosas e a maioria dessas riquesas eram trazidas a Parati e logo
depois segua para a Europa, onde ainda hoje existe o tão conhecido caminho do ouro.
Durante este período, a Ilha Grande sendo cenário de contrabandos e explorações, abrigou muitos
piratas de várias nações; eram Ingleses, Espanhóis, Holandeses e dizem que até argentinos estiveram
na Ilha.
O pirata mais conhecido, foi o Inglês "Abraham Cock", que habitou onde é hoje a Vila do
Abraão, fundando a comunidade e dando origem ao nome da mesma.
Outro pirata famoso foi o espanhol Juan Lorenzo que em 1629, edificou a primeira construção de alvenaria
do país chamada hoje de "casa do Pirata". As ruínas da casa ainda se encontram nas
proximidaddes de Abraão (cerca de 20 minutos de caminhada). Em 1935, foi tombada como patrimônio
histórico Brasileiro. |
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| ..O lado triste da História |
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Logo
após os piratas, a Ilha foi palco da parte triste da história do Brasil que foi história da
escravatura.
Os escravos eram trazidos para serem vendidos aos fazendeiros da época e ficavam amultuados no Presídio
do Lazareto (chamado assim devido ao grande número de escravos que contrariam lepra durante a viagem).
Os que se adoentavam gravemente durante a viagem Africa-Brasil nos porões dos navios negreiros, morriam
nas dependências do Lazareto quando a maré subia, o que era comum na época.
O local servia também de depósito para os escravos que seriam vendidos conforme a necessidade dos
fazendeiros de café e cana de acúcar da época.
Em 1884 foi construído o aqueduto que abastecia o Lazareto que mais tarde seria usado como presídio
político. Após sua desativação, pôs fim a triste história do Lazareto.
As ruínas do Lazareto e do aqueduto ainda estão de pé hoje e é bastante visitada pelos turistas. Fica
a 10 minutos de caminhada partindo da Vila do Abraão. |
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| ..Um pouco da História de Hoje |
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Em
1994, quando foi implodida a colônia penal Cândido Mendes na Vila de Dois Rios, foi colocado um ponto
final no título que este paraíso ecológico manteve durante tanto tempo "protegido por forças do
mal".
Ilha Grande que também abrigou presos famosos como Graciliamo Ramos, escritor do best seler
"Memórias do Cárcere" que tem como cenário a Ilha Grande.
Não somente abrigou presos políticos como Graciliamo Ramos e Fernando Gabeira na época da ditadura mas,
contraventores da época como os famosos: Lúcio Flávio (ver filme bandido da falange), Escadinha (fuga
cinematográfica lembrada até hoje) e madame satã (o mais famoso).
O lendário malandro carioca que viveu na Lapa (zona boêmica do Rio), era conhecido pela força física e
por ser homosexual. Dizem que madame satã, batia em vários policiais se livrando assim das mãos da
justiça por várias vezes.
A história desse figurão pode ser contada pelos mais antigos moradores da Vila do Abraão, onde madame
satã morou e viveu seus últimos anos até ser enterrado no cemitério da Vila. Em 2002 ganhou as telas
do cinema nacional no filme que conta sua tragetória na vida do crime.
O que mais temia os moradores da Ilha Grande, após a desativação do presídio era a ocupação
desordenada de casas e o aumento da criminalidade na Ilha. Por isso, nos últimos anos a localidade teve
aumentando no contigente policial para que o título de paraíso ecológico fosse mantido.
Todos nós - moradores e visitantes da Ilha - temos que fazer nossa parte para que a história da Ilha
Grande seja a de um verdadeiro "paraíso ecológico", desbancando assim os que dizem que a Ilha
Grande tem hoje vestígios da triste história do passado. |
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Fonte
História de hoje: por Claudio Aguiar
História do passado: baseado em pesquisas |
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